A Bíblia diz claramente que a obediência meramente como obediência não é necessariamente boa. Nós podemos obedecer à injustiça tanto quanto à justiça; podemos obedecer aos homens quando deveríamos obedecer a Deus. Portanto, é importante entender a verdade em relação ao principio de autoridade e submissão e aprender a separá-lo das imitações e das aplicações erradas. Analisando as circunstâncias onde geralmente aparecem questões relacionadas à autoridade e à submissão percebemos que Deus estabelece oportunamente níveis a fim de aplicarmos corretamente este princípio.
O primeiro aprendizado sobre Autoridade e Submissão se dá no contexto familiar. Na família somos ensinados e motivados a conviver com este princípio naturalmente:
1 - Aos Pais: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.Honra a teu pai e a tua mãe que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”. Ef. 6.2-3.
2 - Aos Mais Velhos: “Da mesma forma, jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. 1Pe. 5.5.
O segundo nível de autoridade acontece em dois aspectos distintos: em casa e fora dela. É no contato com “estranhos” que podemos praticar o princípio mais efetivamente.
3 - Aos Esposos: “Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher” 1Pe. 3.1.
4 - Aos Patrões: “Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis, mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus”. 1Pe. 2.18-20.
As autoridades espirituais e terrenas são os últimos estágios ou oportunidades de Deus para aprendermos sobre autoridade e submissão antes da execução do juízo Divino.
5 - Aos Pastores: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão da dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”. Hb. 13.17.
6 - Aos Governantes: “Por amor do Senhor, sujeitem-se, pois, a toda autoridade humana, Quer aos governadores como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos: Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei”. 1Pe. 2. 13-17.
O futuro de uma pessoa que não se submete a ninguém é juízo: veja Romanos 13.1-2.
7 - A Deus: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai: converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”. Tg. 4.7-10. Deus abençoe a todos, Amém!
Pr. Paulo.
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